quinta-feira, 29 de novembro de 2012


O VELHO SANFONEIRO

Mil novecentos e doze,
Nascia o menino Gonzaga,
Lá no Exu Pernambuco,
Assim começava a saga.
O sucesso foi tamanho,
Que até hoje se propaga!

Na vida representou
O seu povo nordestino,
Através do seu cantar
Foi fazendo seu destino,
Tornou-se o rei do baião
Um sanfoneiro divino!

O Luiz, homem guerreiro,
Que conquistou com braveza
Seu espaço e referencia
Com talento e presteza,
Aos conterrâneos, sua gente,
Externando-os com grandeza!

O forró tão popular,
Regional e pé de serra,
És nosso Sebastian Bach
Do Brasil, a nossa terra.
Presenteou-nos com seu brio
Seu invento, que não se encerra!

Ele será para sempre
O dono deste legado.
O nosso Luiz Gonzaga,
Lá no céu homenageado,
Com muita alegria e festa,
Por Padre “Ciço” sagrado!

Terminada a benção
O Frei Damião, boníssimo,
Prepara a ceia de néctar.
Luiz Jacinto, alegríssimo,
Traz Coronel Ludogero
Atuando em tom gravíssimo!

Irandir Costa, o Otrópe,
Filomena Ludogero,
Na voz de Mercedes Prado,
Lampião com lero-lero,
Todos os conterrâneos
Do norte, poetas e clero!

Faltava Maria Bonita,
Logo também chegaria.
A notícia se espalhara
Toda parte em euforia:
Da terra chegou Luiz,
No céu foi só alegria!

E convidaram Luiz
A vestir o seu gibão,
Pôr sanfona e chapéu
E cantar o seu baião.
Puxando o fole até
O raiar do sol irmão!

Pois a festa foi tão boa
Que Luiz por lá ficou.
Da terra só tem saudades,
Até do amor se curou.
O do tronco do Juazeiro,
No qual seu nome cravou.

São Paulo, Novembro de 2012

Edmilson Araujo

sábado, 24 de novembro de 2012


DESAFIOS DA VIDA

Os desafios da vida
É uma luta constante,
Ensinando e aprendendo,
Sem achar que é bastante.
Tomba, levanta e vai
Na caminhada avante.

Viver é dom radiante,
Sempre usando o bom senso.
Consegue algo a mais
Quando pensa por extenso.
Acomodar-se jamais,
Porque o mundo é imenso!

As vezes eu paro e penso,
Medito ao Criador,
Contemplo sua beleza,
Que nos fez só por amor.
Tenho profunda certeza:
Vem Dele todo esplendor!

Num hábito contemplador,
Tudo agradeço ao Pai.
E peço saúde e força
Por quem escorrega e cai.
E sigo na caminhada,
Peço: Não me abandonai!

De tudo somos capazes.
De má ou boa intenção.
Temos momentos na vida
Cheios de contradição.
E tem momento agradável,
É essa a compensação!

Se erro, peço perdão
Por todos erros enfim.
O segundo mandamento
Que Deus deixou, é assim:
Se amai-vos uns aos outros,
É como amar a mim!

Nos labirintos do amor
Há muitas formas de amar.
Só duas formas nos guia
Que sabemos aonde chegar.
Outras formas nos enganam,
Não leva a nenhum lugar!

Meditamos toda a vida,
Amando o que nos destes.
Nada existe igual
O que de bom nos fizestes.
É vossa a honra e glória.
Lembra-te de mim! Dizestes.

Manoel Silva

terça-feira, 13 de novembro de 2012


Liberdade

Salve meu mestre Zumbi
E a toda força do bem.
Salve meu pai Oxalá
E os orixás também.
A capoeira de Angola,
Este presente do além!

Salve a alegria do samba,
O negro e o tamborim.
Salve o mestre Mandela,
Que é homem e querubim.
Negros, brancos e amarelos,
Cantem num coro assim:

Liberdade, liberdade ...
Eu quero ouvir seu cantar!
Para que todos os povos
Livres possam caminhar,
Unidos de coração,
Cantando a mesma canção:
Amar, amar e amar!

20.11.2012
Dia da Consciência Negra

A VIDA

Vida é uma centelha
Que nasce junto ao ser.
Pode ser uma fagulha
De luz quando ascender.
A vida aqui e agora
É uma dádiva a viver.

A vida é a criança,
Nasce: irrompe a chorar.
Deixa feliz quem espera
Nasceu viva prá alegrar.
A vida em todo o ser
Um mistério a pensar.

Vida é o grande bem
Foi Deus à nos conceder.
E amar e respeitar
Faz parte de todo o ser.
Por isso a gratidão
De estar aqui e compreender!

A vida é como filme,
Tem começo meio e fim,
E eu sempre me pergunto:
Para que aqui eu vim?
Creio que o bom Deus
Um presente deu a mim!

A vida para ser boa,
Precisa ser motivada.
Para tornar-se mais bela,
Viver é conto de fada.
O que dá sentido a vida:
É o amor! Amor, mais nada!

Por isso eu digo sempre:
Tome conta meu Senhor!
Caminhando junto a Ti,
Serei forte com vigor!
Não deixe errar o caminho,
Meu caminho é do amor!

Eloyr Carré

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


A LENDA DA MANDIOCA

A história da mandioca
É do tupi guarani,
Ouvi em setenta e seis,
Só escutei mais não vi.
Foi Couto de Magalhães
Quem escreveu e eu li.

Que um dos chefes selvagens,
Morador lá do sertão,
A filha engravidou
Sem nunca ter relação,
O chefe pai quis punir
Essa triste situação.

E essa linda menina
Vivia toda assustada,
Acolhia-se na oca,
Cabisbaixa apavorada.
Com a barriga crescendo,
Ficava desesperada.

Sempre dentro da oca,
Com aquele sofrimento,
Sem saber o que fazer,
Com esse acontecimento.
A barriga só crescendo,
Sofreu até o nascimento!

Deu a luz uma menina,
E foi difícil acreditar:
Que nasceu de uma graça,
Teve muito que enfrentar
Pra nascer essa criança,
Para nessa lenda entrar!

A criança que nasceu
Andou precocemente.
Com um ano logo morreu,
Sem doença aparente.
Foi enterrada na oca,
Dali nasceu a mandioca
Que alimenta muita gente!

Essa gostosa raiz
É fácil de cultivar,
Que todo agricultor
Gosta mesmo de plantar.
Cozida e bem fritinha,
A bela raiz branquinha
Pro povão alimentar!

Zezinha Olivio

segunda-feira, 5 de novembro de 2012


IMIGRANTE

Oriente misterioso,
A terra do sol nascente.
Emigraram meus pais,
Lá deixaram sua gente,
Para fazer desta airosa
A nova pátria crescente.

Abraçando com afinco
O trabalho e ação,
Refúgio para luta,
Sentindo no coração
A nova realidade
E o amor pela nação.

Cleuza Yamauti


Vida

A vida da minha vida,
Vive uma vida bela.
Como se a própria vida,
Fosse uma vida só dela.
Desfilando pela vida,
Como numa passarela.

Não me dou conta da via,
Da via que os contos têm.
Só me importo com os contos,
Dos contos que me faz bem.
Ai da via de cada um,
Se os contos vão pro além!

Edgar Pelouzi