Grupo que objetiva levar o cordel ao maior número possível de pessoas, foi idealizado por Eloy Carré, Edgar Pelouzi, Zezinha Olivio, Lourdes Borelli, Rosinha Noronha, Cleuza Yamauti, Plinio Laurentiz, frequentadores da oficina de cordel do Creci (Centro de Referencia e cidadania do Idoso), ministrada por Cleusa Santo todas as 4ªs-feiras, das 15 as 17hs.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
O VELHO SANFONEIRO
Mil novecentos e
doze,
Nascia o menino
Gonzaga,
Lá no Exu
Pernambuco,
Assim começava a
saga.
O sucesso foi
tamanho,
Que até hoje se
propaga!
Na vida
representou
O seu povo
nordestino,
Através do seu
cantar
Foi fazendo seu
destino,
Tornou-se o rei
do baião
Um sanfoneiro
divino!
O Luiz, homem
guerreiro,
Que conquistou
com braveza
Seu
espaço e referencia
Com talento e
presteza,
Aos
conterrâneos, sua gente,
Externando-os
com grandeza!
O forró tão
popular,
Regional e pé de
serra,
És nosso
Sebastian Bach
Do Brasil, a
nossa terra.
Presenteou-nos
com seu brio
Seu invento, que
não se encerra!
Ele será para
sempre
O dono deste
legado.
O nosso Luiz
Gonzaga,
Lá no céu
homenageado,
Com muita
alegria e festa,
Por Padre “Ciço”
sagrado!
Terminada a
benção
O Frei Damião,
boníssimo,
Prepara
a ceia de néctar.
Luiz Jacinto, alegríssimo,
Traz Coronel
Ludogero
Atuando em tom
gravíssimo!
Irandir Costa, o
Otrópe,
Filomena
Ludogero,
Na voz de
Mercedes Prado,
Lampião com
lero-lero,
Todos os conterrâneos
Do norte, poetas
e clero!
Faltava Maria
Bonita,
Logo também
chegaria.
A notícia se
espalhara
Toda parte em
euforia:
Da terra chegou
Luiz,
No
céu foi só alegria!
E convidaram
Luiz
A vestir o seu
gibão,
Pôr
sanfona e chapéu
E cantar o seu baião.
Puxando o fole
até
O raiar do sol irmão!
Pois a festa foi
tão boa
Que Luiz por lá
ficou.
Da terra só tem
saudades,
Até do amor se
curou.
O do
tronco do Juazeiro,
No qual seu nome
cravou.
São Paulo,
Novembro de 2012
Edmilson Araujo
sábado, 24 de novembro de 2012
DESAFIOS DA VIDA
Os desafios da vida
É uma luta constante,
Ensinando e aprendendo,
Sem achar que é bastante.
Tomba, levanta e vai
Na caminhada avante.
Viver é dom radiante,
Sempre usando o bom senso.
Consegue algo a mais
Quando pensa por extenso.
Acomodar-se jamais,
Porque o mundo é imenso!
As vezes eu paro e penso,
Medito ao Criador,
Contemplo sua beleza,
Que nos fez só por amor.
Tenho profunda certeza:
Vem Dele todo esplendor!
Num hábito contemplador,
Tudo agradeço ao Pai.
E peço saúde e força
Por quem escorrega e cai.
E sigo na caminhada,
Peço: Não me abandonai!
De tudo somos capazes.
De má ou boa intenção.
Temos momentos na vida
Cheios de contradição.
E tem momento agradável,
É essa a compensação!
Se erro, peço perdão
Por todos erros enfim.
O segundo mandamento
Que Deus deixou, é assim:
Se amai-vos uns aos outros,
É como amar a mim!
Nos labirintos do amor
Há muitas formas de amar.
Só duas formas nos guia
Que sabemos aonde chegar.
Outras formas nos enganam,
Não leva a nenhum lugar!
Meditamos toda a vida,
Amando o que nos destes.
Nada existe igual
O que de bom nos fizestes.
É vossa a honra e glória.
Lembra-te de mim! Dizestes.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Liberdade
Salve meu mestre Zumbi
E a toda força do bem.
Salve meu pai Oxalá
E os orixás também.
A capoeira de Angola,
Este presente do além!
Salve a alegria do samba,
O negro e o tamborim.
Salve o mestre Mandela,
Salve o mestre Mandela,
Que é homem e querubim.
Negros, brancos e amarelos,
Cantem num coro assim:
Liberdade, liberdade ...
Eu quero ouvir seu cantar!
Para que todos os povos
Livres possam caminhar,
Unidos de coração,
Cantando a mesma canção:
Amar, amar e amar!
20.11.2012
Dia da Consciência Negra
Dia da Consciência Negra
A VIDA
Vida é uma
centelha
Que nasce
junto ao ser.
Pode ser uma
fagulha
De luz quando
ascender.
A vida aqui
e agora
É uma dádiva
a viver.
A vida é a
criança,
Nasce:
irrompe a chorar.
Deixa feliz
quem espera
Nasceu viva
prá alegrar.
A vida em
todo o ser
Um mistério a pensar.
Vida é o grande bem
Foi Deus à nos conceder.
E amar e respeitar
Faz parte de todo o ser.
Por isso a gratidão
De estar aqui e compreender!
Vida é o grande bem
Foi Deus à nos conceder.
E amar e respeitar
Faz parte de todo o ser.
Por isso a gratidão
De estar aqui e compreender!
A vida é
como filme,
Tem começo
meio e fim,
E eu sempre
me pergunto:
Para que aqui
eu vim?
Creio que o
bom Deus
Um presente
deu a mim!
A vida para ser boa,
Precisa ser
motivada.
Para
tornar-se mais bela,
Viver é
conto de fada.
O que dá
sentido a vida:
É o amor! Amor,
mais nada!
Por isso eu
digo sempre:
Tome conta
meu Senhor!
Caminhando junto
a Ti,
Serei forte
com vigor!
Não deixe
errar o caminho,
Meu caminho
é do amor!
Eloyr Carré
quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A LENDA DA MANDIOCA
A história
da mandioca
É do tupi
guarani,
Ouvi em
setenta e seis,
Só escutei
mais não vi.
Foi Couto
de Magalhães
Quem
escreveu e eu li.
Que um dos
chefes selvagens,
Morador lá
do sertão,
A filha
engravidou
Sem nunca
ter relação,
O chefe
pai quis punir
Essa
triste situação.
E essa
linda menina
Vivia toda
assustada,
Acolhia-se
na oca,
Cabisbaixa
apavorada.
Com a
barriga crescendo,
Ficava
desesperada.
Sempre
dentro da oca,
Com aquele
sofrimento,
Sem saber
o que fazer,
Com esse
acontecimento.
A barriga só
crescendo,
Sofreu até
o nascimento!
Deu a luz
uma menina,
E foi
difícil acreditar:
Que nasceu
de uma graça,
Teve muito
que enfrentar
Pra nascer
essa criança,
Para nessa
lenda entrar!
A criança
que nasceu
Andou
precocemente.
Com um ano
logo morreu,
Sem
doença aparente.
Foi
enterrada na oca,
Dali nasceu a mandioca
Que alimenta muita gente!
Essa
gostosa raiz
É
fácil de cultivar,
Que todo
agricultor
Gosta
mesmo de plantar.
Cozida
e bem fritinha,
A
bela raiz branquinha
Pro
povão alimentar!
Zezinha Olivio
segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Vida
A vida da minha vida,
Vive uma vida bela.
Como se a própria vida,
Fosse uma vida só dela.
Desfilando pela vida,
Como numa passarela.
Não me dou conta da via,
Da via que os contos têm.
Só me importo com os contos,
Dos contos que me faz bem.
Ai da via de cada um,
Se os contos vão pro além!
Edgar Pelouzi
Se os contos vão pro além!
Edgar Pelouzi
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