O VELHO SANFONEIRO
Mil novecentos e
doze,
Nascia o menino
Gonzaga,
Lá no Exu
Pernambuco,
Assim começava a
saga.
O sucesso foi
tamanho,
Que até hoje se
propaga!
Na vida
representou
O seu povo
nordestino,
Através do seu
cantar
Foi fazendo seu
destino,
Tornou-se o rei
do baião
Um sanfoneiro
divino!
O Luiz, homem
guerreiro,
Que conquistou
com braveza
Seu
espaço e referencia
Com talento e
presteza,
Aos
conterrâneos, sua gente,
Externando-os
com grandeza!
O forró tão
popular,
Regional e pé de
serra,
És nosso
Sebastian Bach
Do Brasil, a
nossa terra.
Presenteou-nos
com seu brio
Seu invento, que
não se encerra!
Ele será para
sempre
O dono deste
legado.
O nosso Luiz
Gonzaga,
Lá no céu
homenageado,
Com muita
alegria e festa,
Por Padre “Ciço”
sagrado!
Terminada a
benção
O Frei Damião,
boníssimo,
Prepara
a ceia de néctar.
Luiz Jacinto, alegríssimo,
Traz Coronel
Ludogero
Atuando em tom
gravíssimo!
Irandir Costa, o
Otrópe,
Filomena
Ludogero,
Na voz de
Mercedes Prado,
Lampião com
lero-lero,
Todos os conterrâneos
Do norte, poetas
e clero!
Faltava Maria
Bonita,
Logo também
chegaria.
A notícia se
espalhara
Toda parte em
euforia:
Da terra chegou
Luiz,
No
céu foi só alegria!
E convidaram
Luiz
A vestir o seu
gibão,
Pôr
sanfona e chapéu
E cantar o seu baião.
Puxando o fole
até
O raiar do sol irmão!
Pois a festa foi
tão boa
Que Luiz por lá
ficou.
Da terra só tem
saudades,
Até do amor se
curou.
O do
tronco do Juazeiro,
No qual seu nome
cravou.
São Paulo,
Novembro de 2012
Edmilson Araujo

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