quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

8ª  Mostra do Centro de Referência e Cidadania do Idoso - Creci


Lamento de um amor

O fato que vou contar
Aconteceu no Sertão:
Um cabra muito valente,
Por nome de Lampião.
Além da historia contar,
Nós vamos representar.
Preste bastante atenção!

Ele, um rapaz normal.
Cabra macho, sim senhor!
Tornou-se cangaceiro
Por causa de um horror.
Incendiaram sua morada,
Matando sua mãe amada
E também seu genitor!

O menino Virgulíno
Endureceu o coração.
Só pensando em vingança,
Percorreu todo sertão.
Quem passasse em sua frente,
E que não fosse decente,
Levava uma lição!

Sem que ele percebesse
Seu coração bateu forte.
Aquele homem frio,
Sem sonho, rumo ou norte,
Apaixonou-se por Maria.
Tudo virou alegria,
Tudo virou boa sorte.

Maria que era bonita
E esposa de um sapateiro,
Quando viu lampião,
O amor falou primeiro!
Disse: Meu grande amor,
Juro por nosso senhor,
Tu serás o derradeiro!

Lampião vendo em Maria
Um poço de fortaleza,
Disse: Oh, linda Maria,
Digo com toda franqueza,
Não nascerá neste mundo,
Um amor forte e profundo,
Com tanto encanto e beleza!

Ela foi a sua mulher,
Amante e cangaceira.
Maria sempre bonita
E também muito guerreira.
Pegava num bacamarte
E dava tiros com arte,
De uma forma certeira!

Nunca o cangaço e o amor
Andaram tão juntinhos.
Maria e Lampião
Pareciam dois pombinhos.
Olhares enamorados,
Os dois sempre abraçados,
Pareciam dois anjinhos.

Mas o destino cruel
Preparou uma emboscada:
Mataram o Virgulíno
E também sua adorada!
Ficou naquele momento,
O povo com o lamento
Do cangaceiro e amada.

14.11.2012  Cleusa Santo

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